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Data de publicação: 29 de janeiro de 2026
O ano de 2026 já começou com muitas mudanças no âmbito comercial, principalmente quando se trata do comércio externo. O acordo firmado entre A União Europeia e o Mercosul é um dos maiores acordos bilaterais do mundo, reunindo cerca de 718 milhões de pessoas e um PIB de mais de 20 trilhões de dólares. Segundo o site do Governo Brasileiro “O Acordo deverá reforçar a diversificação das parcerias comerciais do Brasil, além de fomentar a modernização do parque industrial brasileiro com a integração às cadeias produtivas do bloco europeu”. No entanto, o Professor Everton S. T. Rosa, da Universidade Federal de Goiás, alerta que mesmo com essa nova parceria, o Brasil pode ser obrigado a permanecer com taxas de juros mais altas por um tempo.
De acordo com o professor, as tensões internacionais causadas pelas medidas do presidente Donald Trump é um componente errático que cria incerteza e reduz a confiança global, encarecendo o dinheiro. “Este ponto do custo do dinheiro é o mais importante, pois toda a atividade econômica se faz com dinheiro emprestado, seja o produto do agronegócio exportado, seja a mecanização da agroindústria,” declara ele. Com as tensões entre os Estados Unidos e o Irã em crescimento, também há a preocupação com o preço do petróleo que afeta várias áreas da economia e da cadeia de produção.
No entanto, no Brasil, Rosa diz que há expectativa de continuidade no crescimento econômico nacional e do Estado mesmo que seja menor, com 2% no âmbito nacional e 5-7% no âmbito estadual. Quanto a quais setores parecem ter mais abertura para crescer esse ano, o professor observou que os complexos produtivos goianos são mais voltados para o setor de serviços (com cerca de 60% do PIB). Segundo ele, “Os setores de alimentos e bebidas, cosméticos, construção industrial, atividade imobiliária, serviços de utilidade pública, petróleo e biocombustíveis são os mais destacados e que devem continuar relevantes e dinâmicos” destacando também que “A prestação de serviços qualificados para a agroindústria e para o setor da transformação tem bastante potencial de aprofundamento, assim como o beneficiamento de produtos para a exportação.”
Com o crescimento e a diversificação do Estado e da economia, além do aumento da população e a constante atração de migrantes de outros estados, Rosa vê a necessidade para áreas associadas à saúde e saneamento básico receberem mais atenção. “[...] tanto do poder público, quanto da iniciativa privada, não para 2026, mas para os próximos anos, pois o tratamento dos resíduos, a reciclagem, a gestão do lixo e dejetos, é crucial em qualquer economia que cresce e se diversifica. Aqui são áreas em que necessita-se de investimento, fomento e inovação” diz.